Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 RÁDIO PROVINCIA FM
 FOTOLOG MUNDO G


 
.::MUNDO G::. Cultura GLS nas ondas do rádio!


ESPECIAL: TOME NOTA!



Leis e Direitos Homossexuais
Você sabia disso?

 


Depois de muita luta, os grupos de militância e associações não governamentais vem atingindo grandes conquistas em relação ao bem estar e dignidade de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros da população brasileira e assim temos que fazer uso deles, para podermos mostrar aos governantes que somos uma grande parcela daqueles que os elegem e não estamos apenas em evidência em grande comemorações realizadas em datas específicas como as Paradas espalhadas pelo Brasil.

Como tais conquistas ainda não são de abrangência nacional, em muitos Estados já podemos estar seguros pela lei de trocar afeto em locais públicos, entrar com um parceiro ou parceira do mesmo sexo em motéis, bares, restaurantes e qualquer outro local, graças a lei "anti discriminatória" que dão aos casais homossexuais os mesmos direitos dados pela constituição aos casais heterossexuais.

Se já não bastasse tamanha conquista, algumas ONG’s (Organizações Não-Governamentais) implantaram um Livro de Registro de Parceria Homossexual, que não possui valor legal como um casamento heterossexual realizado em cartórios, mas já tem seu valor junto a algumas instituições como INSS e algumas companhias de seguro de vida e saúde.

Erik Galdino
erik-galdino@uol.com.br

 



LEIS, PREVIDÊNCIA E MINUTAS APROVADAS

Juiz de Fora
Lei antidiscriminatória de
Juiz de Fora


Minas Gerais
Lei antidiscriminatória de
Minas Gerais


Rio de Janeiro
Lei antidiscriminatória do
Rio de Janeiro


Rio Grande do Sul
Lei antidiscriminatória do
Rio Grande do Sul

São Paulo
Lei antidiscriminatória de
São Paulo


CRP
Minuta da resolução do
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA


Recife
Extensão do código previdenciário do município de
Recife, onde inclue os homossexuais




PROJETOS DE LEI E
CASOS CONQUISTADOS

São Paulo
Projeto de lei N.º 440/2001
de autoria do vereador Ítalo Cardoso


São Paulo
Mudança de nome de
Transexuais


São Paulo
Projeto de lei Parceria Civil Registrada
de Marta Suplicy



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 16h50
[] [envie esta mensagem] []



INFORMAÇÕES PARA OS PAIS - Parte I


Guia de Orientação para
PAI e MÃE de Homossexual


INTRODUÇÃO

O objetivo deste guia é orientar pais de filhos homossexuais. Ele é apresentado em forma de perguntas e respostas com questões práticas do dia-a-dia. São perguntas comuns formuladas por pai e mãe. Os pais, quando fazem uma pergunta sobre a homossexualidade do filho, trazem uma carga emocional acompanhada de muita vergonha e culpa. Esta situação é um reflexo, muitas vezes, de pura falta de informação. Quero alertar que este guia não contém verdades absolutas. A homossexualidade, apesar de existir desde que o Ser Humano apareceu na face da terra, ainda é pouco estudada pela Ciência. Tenho a preocupação aqui de separar mitos e verdades sobre a homossexualidade. Este guia é dinâmico e sempre será atualizado.

 
Este guia deve ser copiado, impresso, xerocado e distribuído a quem interessar. Se você já saiu do armário ou esta saindo e encontra-se numa boa com seus pais, imprima este guia e leia junto com eles. Pedimos apenas que nas cópias seja sempre citado este crédito:

"Guia elaborado pelo psicólogo João Batista Pedrosa - CRP 06/31768.3 exclusivamente para o site www.armariox.com.br / Maio de 2003."

1. O que é a homossexualidade?
É a orientação do desejo (paixões e fantasias sexuais) para a pessoa do mesmo sexo. No caso do homossexual seu objeto de desejo é uma pessoa do mesmo sexo. Na natureza encontramos dois tipos de identidade de gênero; o masculino e o feminino. Porém, existem mais de dois tipos de orientação sexual. A grande maioria das pessoas tem a orientação sexual heterossexual, mas encontramos outras com a orientação homossexual ou mesmo bissexual. Isto ocorre por conta da diversidade da natureza.

2. Homossexualidade é uma doença?
A APA (Associação Americana de Psiquiatria) retirou a homossexualidade do seu "Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais” (DSM) em 1973, depois de rever estudos e provas que revelavam que a homossexualidade não se enquadra nos critérios utilizados na categorização de doenças mentais. A homossexualidade é, portanto, uma forma de orientação sexual. Em 1985, o Conselho Federal de Medicina do Brasil passa a desconsiderar o artigo 302.0 da classificação Internacional de Doenças, que considerava a homossexualidade uma doença. Em 1991, a Organização Mundial da Saúde passa a desconsiderar a homossexualidade como doença.

 

3. O termo "homossexualismo" não é mais usado porque é da época em que gays e lésbicas eram considerados pessoas doentes?
Sim, o sufixo "ismo" é usado para terminologia de palavras associadas a doenças. Por isso, hoje não se usa mais a palavra homossexualismo. O correto é usar homossexualidade ou homoafetividade, esta última para não dar a conotação meramente sexual.

 

4. Homossexualidade é uma opção que a pessoa faz na vida ou uma orientação sexual que é independente da vontade da pessoa?
Hoje já se sabe que ser gay ou ser lésbica não é uma opção. Este é mais um mito: as pessoas são gays por opção! Optar significa escolher em ser ou não ser gay. Assim como o heterossexual não escolhe em ser ou não ser heterossexual, o mesmo acontece com o homossexual. Existem vários fatores que determinam esta orientação, que é independe da vontade das pessoas, por isto não é uma opção. A ciência, os psicólogos e os médicos não chegaram ainda a uma conclusão. Acredita-se que fatores genéticos, culturais e sociais influenciam na fixação da orientação. A questão encontra-se em aberto.

 

5. Existe cura para a homossexualidade?
“Não há provas científicas que demonstrem que as terapias de reversão ou de cura são eficazes na modificação da orientação sexual de uma pessoa. Há, contudo, provas de que este tipo de terapia pode ter resultados destrutivos”. Quem escreveu esta frase foi o Dr. Rodrigo Munoz, Presidente da APA (Associação Americana de Psiquiatria). Em 1999, foi publicada uma resolução do Conselho Federal de Psicologia do Brasil que normatiza a conduta dos psicólogos frente a esta questão: "os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades".

 

6. Quais as consequência psicológicas para o homossexual que se submete a "cura"?
Alguns grupos religiosos no Brasil e no exterior pregam a cura da homossexualidade sem sucesso prático algum. A Associação Americana de Psicologia, a Associação Americana de Assistentes Sociais e a Associação Americana de Pediatras alertam que esta prática não é científica nem ética. E que a reversão põe em risco a saúde mental da pessoa, podendo causar danos irreparáveis aos pacientes. Esta tentativa de "cura" pode desencadear algum tipo de doença mental - se o paciente tiver alguma predisposição genética - bem como provocar depressão, baixa auto-estima, ansiedade, suicídio e comportamentos auto-destrutivos, como: uso de drogas, prática de sexo sem segurança, etc.

 

7. É verdade que o índice de suicídio entre jovens homossexuais é maior do que entre jovens heterossexuais?
Sim. Por motivos socias e culturais as famílias "abafam o caso". No Brasil não temos estatísticas, mas segundo pesquisa dos Arquivos Médicos de Pediatria e Adolescência dos Estados Unidos - 1999: a probabilidade de estudantes do ensino secundário que são gay, lésbica ou bissexual, tentarem cometer suicídio é pelo menos 3 vezes maior em relação aos seus colegas heterossexuais.

 

8. Eu sinto culpa por ele ser homossexual. Todo pai e mãe sentem esta culpa?
Os pais sentem realmente muita culpa. Para alguns é um verdadeiro castigo ter um filho homossexual. Os pais devem entender que quando se coloca um filho no mundo, este filho é um prolongamento do pai e da mãe. Ele é o resultado de uma mistura da herança genética (características físicas e psicológicas) e da herança geracional (crenças, costumes e comportamentos) que os pais passam para o filho. Sentir culpa ou vergonha por ter um filho homossexual leva-me ao raciocínio de que existe uma culpa anterior: ter vergonha e culpa deles mesmos, o pai e a mãe existirem. O amor de pai e de mãe para o filho deve ser incondicional, independente dele estar enquadrado nos padrões sócio-culturais: alto, gordo, negro, branco, feio, bonito, homossexual ou heterossexual. Amor incondicional significa amar os filhos independente do que eles são, sem impor nenhuma condição. Amar os filhos significa algo muito concreto; educá-los, orientá-los para a vida e aceitá-los tal como são. Finalmente amor paterno e materno significa cuidar da saúde física e emocional dos filhos que foram gerados.

 

9. Quais são as preocupações que eu devo ter com o filho homossexual?
Descobrindo que você tem um filho homossexual, você pai e mãe, inicialmente, informe-se. Se necessário procure ajuda de um profissional: um piscólogo ou um psicoterapeuta sexual.

 

10. Ele pode ser feliz sendo homossexual?
Ele poderá ter uma vida bem mais sofrida do que as maioria das pessoas mas, dependendo do apoio que receber, o sofrimento pode ser amenizado e o seu filho gay ou a sua filha lésbica terá uma vida saudável.

 

11. Porquê o homossexual é discriminado na sociedade?
Porque ele é diferente da maioria e encontra-se fora dos padrões estabelecidos pela sociedade. Na história da humanidade os homossexuais sempre foram perseguidos e mortos por serem diferentes.

 

12. Como eu devo agir com ele?
Com muita naturalidade. Ele precisa muito do seu apoio e acima de tudo atenção, carinho e afeto. Não se afaste do seu filho. Procure ter uma relação de confiança com ele. Tenha interesse na vida escolar: procure saber como vai indo na escola. Procure conhecer os amigos e o namorado dele. Pelo menos uma vez por semana, durante 30 minutos, sente-se com seu filho e converse com ele. Divida um pouco de seu tempo com ele. Esteja presente, não só provendo seus filhos de bens materiais, mas dando suporte emocional, dialogando e demonstrando seu carinho.

 

13. Porquê eu devo aceitar a homossexualidade do meu filho gay ou da minha filha lésbica?
Porque o filho não escolhe ser homossexual e porque ele ama muito você. Muitos pais protejem-se da homossexualidade dos filhos criando barreiras e sendo frios nas relações. É bem provável que seu filho ou sua filha estejam impedidos de demonstrarem carinho por você como conseqüência destas barreiras que você mesmo construiu.

 

14. Eu sinto vergonha de ter um filho homossexual. O que eu faço para livrar-me deste sentimento tão ruim?
Aproxime-se do seu filho, perceba a sensibilidade deste Ser Humano que você gerou. Você pai e mãe ficarão surpresos, pois descobrirão uma pessoa especial no seu filho. Não tenha medo de abraçar, beijar e acariciar seu filho. Agindo assim, ele se sentirá amado e você dará mais segurança para que ele possa enfrentar o mundo. Pai e mãe, sejam empáticos, entrem no sentimento do seu filho e trate-o como você gostaria de ser tratado caso tivesse sido homossexual. Você passará a ter orgulho do seu filho em vez de vergonha.

 

15. Eu devo falar para amigos, professores, familiares e vizinhos que ele é homossexual?
Não deve falar. Esta é um decisão que cabe ao seu filho. Aparecendo uma situação concreta e pública que envolva a homossexualidade dele, vocês devem decidirem juntos o que fazer.



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 15h31
[] [envie esta mensagem] []



INFORMAÇÕES PARA OS PAIS - Parte II

16. Como ele reaje quando descobre sua homossexualidade?
É motivo de grande sofrimento e contradição para um pequeno Ser Humano, que já na infância percebe os primeiros sinais da sua homossexualidade: a menina que se sente atraída pela professora ou o menino que sente uma admiração especial por uma figura masculina do seu convívio, etc. A contradição ocorre porque a mensagem emocional e cultural que ele recebe é que sentir atração por pessoas do mesmo sexo não é bom. Esta mensagem conflita com sua orientação sexual que começa a manifestar-se. Os psicólogos já evidenciaram que, já na infância, há intensos conflitos internos (confusão de sentimentos) e externos (repressão sócio-familiar) sofridos pelo homossexual. Estes conflitos gerarão um grande estresse emocional, que pode acompanhar o homossexual pelo resto da vida.

 

17. Quais serão as consequências se eu rejeitar a homossexualidade dele?
Não existe nada mais desumano do que um pai ou uma mãe rejeitar um filho. Seja por qual motivo for. Tirando os casos em que a mãe, por exemplo, apresenta um quadro ligado a algum tipo de distúrbio mental é compreensiva a rejeição, mas quando os pais estão na sua mais perfeita condição psicológica, torna-se chocante a rejeição. Na minha experiência, como psicólogo, eu idenfiquei dois tipos de rejeição: a explícita (menos comum) e a implícita (mais comum). As duas trarão danos, em menor ou maior grau, ao desenvolvimento emocional do seu filho. A explícita ocorre quando os pais, explicitamente, rejeitam o filho: espancamento, expulsão de casa, desqualificação pública do filho por ser homossexual, piadas, insinuações, etc. A implícita ocorre quando os pais não verbalizam a rejeição, mas o rejeitado sente a rejeição através do comportamento não-verbal dos pais e de suas atitudes. Os pais adotam a "política do silêncio" e fazem de conta que não sabem de nada. Afastam-se do filho. Nos dois casos o estresse emocional irá instalar-se comprometendo, em alguns homossexuais: primeiro o seu desenvolvimento cognitivo, fazendo com que tenham problemas de aprendizagem escolar; segundo o seu processo de socialização, comprometendo a sua inserção no grupo social que convive; e terceiro o seu desenvolvimento emocional e afetivo, podendo ser potencializados vários distúrbios psico-sociais.

 

18. Quais serão as consequências se eu aceitar a homossexualidade dele?
Você terá um filho com mais equilíbrio emocional e a possibilidade do sucesso dele nas relações pessoais e profissionais serão maiores. Você fará com que aumente a auto-estima dele. Sua convivência será menos estressante e mais harmônica. Você terá ao seu lado uma pessoa mais feliz, mais segura de si, solidária com você e com os outros. Quando você precisar de algo será a primeira pessoa que certamente lhe dará suporte e muito provavelmente não lhe abandonará na sua velhice. Os homossexuais, pela própria discriminação que sofrem durante toda a vida, são pessoas que desenvolvem uma sensibilidade mais apurada nos seus relacionamentos e geralmente são mais solidários.

 

19. Porquê hoje em dia existem tantos homossexuais? Sempre existiu a homossexualidade?
Sim, a história da humanidade, em todos os seus períodos, sempre registrou a existência da homossexualidade. Há o mito de que: hoje em dia existem mais gays! O que acontece realmente é que hoje em dia, principalmete a partir do final de década de 60, no ocidente, a questão da homossexualidade ganhou mais visibilidade, ou seja está aparecendo mais. Isto ocorreu por conta da organização dos gays e lésbicas em vários países. Estão acontecendo, também, pequenos avanços nas legislações e nas políticas dos governos do ocidente em relação ao reconhecimento das relações gays e a proteção ao homossexual. Estes fatos fazem com que as pessoas sintam-se mais seguras e assumam publicamente sua homossexualidade ou saiam do armário como atualmente se diz. Antigamente, como ainda hoje, a maioria dos gays e lésbicas reprime a homossexualidade assumindo um casamento heterossexual para se proteger, para ser aceita pela família, pela sociedade e ter sucesso profissional.

 

20. Além de gay e lésbica existem outros nomes que eu não entendo direito, como Travesti e Drag Queen, o que são?
O mundo da sexualidade humana é bastante complexo e apresenta uma enorme diversidade, muito além do modelo heterossexual predominante, que visa a reprodução e a perpetuação da espécie humana. Ao longo da história da humanidade surgem vários padrões de manifestações da sexualidade. E no futuro aparecerão novos padrões. Isto acontece devido a inteligência humana, a plasticidade e a inventividade do cérebro humano que é capaz de transformar e criar .



Para explicar esta pergunta, eu vou reproduzir um texto do site www.abalo.com.br assinado pelo Eduardo Moraes. Ele coloca de forma clara as várias manifestações da sexualidade humana com exemplos bem atuais da nossa realidade.



Caso tenha interesse por outros termos, consulte também nosso Glossário. Clique aqui.

 

Drag Queens: Homens, geralmente gays, que se vestem de mulher para trabalhos, telegramas animados, shows ou simplesmente para dar pinta. Tem como característica o exagero, transformando-se numa mulher "absurda", de cabelos coloridos, roupas extravagantes e maquiagens carregadas. Exemplos de drags: Nany People, Dimmy Kieer e Sissi Girl. Há dentro deste segmento uma subcategoria, as Top Drags que são aquelas que procuram se aproximar das modelos de passarela, usam roupas curtas e/ou sensuais, geralmente são magras, mostram muito o corpo e a maquiagem é exagerada. Exemplos de top drags: Veronika, Nadarc e Márcia Panthera. Nos shows geralmente fazem a linha "bate cabelo".

 

Transformistas: Gays, que se vestem de mulher, se aproximando o máximo possível da figura feminina, sem os exageros de maquiagem. Muitas vezes para shows onde a dublagem é mais valorizada; concursos de beleza e algumas fazem cover de seus ídolos como Madonna, Britney Spears, Lisa Minelli, Maria Bethânia, Clara Nunes, etc. Exemplos de transformistas: Silvetty Montilla, Luiza Gasparelly, Léo Áquila, Michelle X, Andréia Gasparelly e Marcela do Nascimento.

 

Caricatas: Gays, que se vestem de mulher, fazendo uma representação caricatural, escrachada e bastante divertida. Seus shows/esquetes são com músicas em velocidade alterada e comicidade explícita. Exemplos de caricatas: Kaika Sabatella, Pandora Boat, Suzi Brasil, Black Negona, Lola Batalhão, Thalia Bombinha e Rose Bom Bom.

 

Drag Kings: Mulheres, geralmente lésbicas, que se vestem de homem, para irem às festas ou se divertirem.

 

Andróginos: Homens ou mulheres que possuem aparência ou modo indefinidos, entre masculino e feminino, os dois gêneros se fundem em seu visual. Exemplo de andrógino: Victor Piercing.

 

Crossdressers: Primeiramente o crossdresser era o homem heterossexual que se vestia de mulher para fazer sexo com mulher, mas como tudo se transforma, hoje se definem crossdressers homens heterossexuais, bissexuais ou gays cujo fetiche é vestir-se com roupas femininas para fazer sexo e/ou sentir-se como mulheres. O que difere estes dos casos acima, é que eles não assumem publicamente esta identidade. Em todos estes casos, eles se vestem (montam) como o sexo oposto para seus determinados fins e depois de tiradas as roupas, voltam a levar uma vida normal como gay ou homem.
Mas há aqueles que realmente modificam o corpo, vivendo fisicamente a imagem do sexo oposto, como os travestis e os transexuais.

 

Travestis: O travesti é um homem que não só se veste como adquire formas femininas através de hormônios, silicone e/ou cirurgias reparatórias, mas não sentem desconforto com seu sexo anatômico, não abandonam algumas funções sexuais masculinas, pois em muitos casos fazem o papel ativo em suas relações sexuais, principalmente as profissionais. Também fazem shows onde as de maior destaque são chamadas de Divas. Exemplos de travestis: Rogéria, Laura de Vison e Thelma Lipp.

 

Transexuais (Transgêneros ou Disfóricos(as) de Gênero): São pessoas que nasceram com um sexo biológico, mas psicologicamente não aceitam sua condição sexual. Ou seja, elas possuem a genitália mas sentem intimamente que pertencem ao sexo oposto ao seu sexo anatômico. Um transexual masculino é anatomicamente um homem, mas sente-se como uma mulher desde a infância e o transexual feminino é justamente o contrário. Durante a vida, procuram se aproximar fisicamente do seu sexo psicológico, principalmente através de hormônios. Tem casos que esta não aceitação do sexo, fazem com que o transexual não goste nem de se tocar sexualmente. Este conflito por vezes só é superado pela operação de readequação genital (troca de sexo). Aí sim, a pessoa encontrará um equilíbrio com seu sexo biológico e psicológico, achando assim seu verdadeiro "eu". Muitos mitos quanto a este tipo de cirurgia já caiu por terra. Antigamente dizia-se que o transexual que operava ficava louco, que não sentia orgasmo e coisas do gênero. Hoje os avanços científicos fazem com que, após a cirurgia, os transexuais levem uma vida normal, sem loucura e até mesmo sentindo orgasmos, pois se hoje, uma cirurgia de miopia é completamente diferente de anos atrás, devido a evolução científica, por que com a cirurgia de mudança de sexo seria diferente? Exemplos de transexuais: Roberta Close, Maitê Schneider e Gretta Starr.

 

A sexualidade humana é por demais complexa e estamos bem longe de sabermos tudo o que este ser mutante chamado homem é capaz de fazer, querer, ser.



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 15h30
[] [envie esta mensagem] []



INFORMAÇÕES PARA OS PAIS - Parte III

21. Ele terá dificuldade em conseguir ou manter-se no emprego?
Vai depender muito da postura dele. O preconceito ainda é muito grande nas empresas e ele deve preparar-se para enfrentá-lo Se for uma pessoa qualificada na profissão que exerce e tiver uma postura que leve os colegas de trabalho a respeitá-lo haverá sucesso. Se já saiu do armário, é necessário que ele respeite os limites dos colegas de trabalho e estabeleça também os seus limites para se impor. A maioria dos homossexuais não assume sua condição no ambiente de trabalho, por conta do preconceito.

 

22. Devo conhecer o namorado dele?
Sim, deve. Se você aceita-o e ele está na adolescência é importante você conhecer. Você deve estar pensando, para que conhecer? Bem, você quer conhecer a nomorada do seu filho hetero, não é verdade? Muitos pais que conheço externam este desejo. Por que não conhecer a namorada da sua filha lésbica ou o namorado do seu filho gay, por exemplo? Saiba com quem seus filhos estão se envolvendo.

 

23. Como deve ser a minha primeira conversa sobre a sua homossexualidade?
Pai e mãe, antes da conversa, siga este modelo de passo-a-passo que eu desenvolvi para orientá-los.



 

MODELO DOS 7 PASSOS
Para aceitação da homossexualidade do seu filho(a)
*Criando pelo psicólogo João Batista Pedrosa*

Passo 1. Procure Sensibilizar-se:
A formação educacional, religiosa e emocional em nossa sociedade leva cada um de nós a rejeitar a homossexualidade. Provavelmente a sua também foi assim. Portanto, é o momento de você desarmar-se e abrir sua mente para a questão. Pense neste momento que, para o filho homossexual, ser mais ou menos feliz, dependerá também do apoio que terá dos pais. Questione toda formação moral que você recebeu com relação à homossexualidade. Reflita sobre as perguntas abaixo:

 

  • Será que a homossexualidade é mesmo um bicho de 7 cabeças?
  • As pessoas homossexuais são realmente sem-vergonhas?
  • É verdadeira a imagem que, muitas vezes, as pessoas que repudiam o homossexual e alguns meios de comunicação passam de que o gay e a lésbica são pessoas depravadas, promíscuas e desqualificadas enquanto Seres Humanos?
  • Seu filho homossexual tem esta orientação sexual por livre escolha? Você acredita sinceramente?
  • Com toda rejeição que ainda existe na sociedade, será que seu filho ou sua filha "escolheu" ser homossexual para enfrentar toda essa barra do preconceito?
  • Será que Deus, com toda sua bondade condena mesmo o homossexual?
  • E se fosse você que estivesse no lugar do seu filho, o que você queria que seus pais fizessem com você? Aceitação? Rejeição? Abandono? Expulsar você de casa? Cortar sua mesada? Tirar você de um bom cólegio, pois não querem mais investir em você, pois avaliam que você será um fracasso na vida?

 

Mãe tranque-se no seu quarto e durante 40 minutos reflita sobre as questões acima. Se seu marido estiver aberto para a questão faça esta reflexão junto com ele, troquem idéias sobre as quetões acima.

 

Passo 2. Procure Informação:
Como é um assunto tabu você deve ir à fonte correta para colher informações, pois é necessário que você informe-se tendo uma visão histórica, social e psicológica da homossexualidade. As principais fontes de informações são: livros (veja bibliografia do site Armário X), homossexuais que já estão em harmonia com sua orientação ou saíram do armário, psicólogo, psicoteraputa sexual, educador e pais de outros homossexuais. Escolha muito bem onde colher informações, dependendo da fonte sua cabeça pode ser confundida ainda mais.

 

Passo 3. Procure Compreender:
Compreender significa alcançar o significado da homossexualidade com inteligência. Compreender é você, racionalmente, ir fundo na questão, atinar, perceber e entende por que ocorre este fenômeno com seu filho. Compreender é sair da superficialidade e aprofundar. Não busque conclusões definitivas, mas aqui é importante o exercício de pensar e refletir.

 

Passo 4. Provoque Diálogo:
Se ele deu dicas de que é homossexual, se alguém falou para você, se ele mesmo falou ou insinuou, se você acha que ele é, ou se ele procurou você, chegou a hora de conversar com seu filho. Alguns pais preferem falar juntos. A prática tem indicado que a forma abaixo é mais efetiva. Geralmente a mãe tem uma ligação mais forte com o menino e a menina. Eu sugiro três momentos de diálogo.

4 Primeiro Momento: mãe com filho.
4Segundo Momento: pai com filho.
4Terceiro Momento: ambos com filho.

Desta forma, seu filho e você ficarão menos estressados e o diálogo flui melhor. Perceba também que a relação entre mãe e filho é diferente da relação entre pai e filho. Existem particularidades e papéis. São momentos diferentes. Por uma questão de formação cultural, o pai pode ser machista e recusar-se a falar com o filho e não aceitá-lo. Neste caso mãe, vá em frente, o seu apoio já é muito importante para o seu filho!

 

Passo 5. Procure Interagir:
Ufa ! o mais difícil já passou. Mas, vamos em frente! Interagir significa agir mutuamente, relacionar-se sem barreiras com o seu filho. Você já quebrou a grande barreira, ele sabe que você sabe, agora é a hora da aproximação verdadeira entre pais e filhos. Ele já sente o seu apoio. Você, pai e mãe, não podem imaginar o alívio e a felicidade do seu filho. Ele pode contar com os pais. Ele agora poderá encher a boca e dizer para os colegas: Meu pai e minha mãe são os meus melhores amigos! Posso contar com eles! As mudanças no seu filho serão perceptíveis: será uma pessoa mais segura, mais comunicativa, menos tímida, mais atirada para a vida, fará planos para o futuro, irá buscar novos desafios no trabalho, sua auto-estima será elevada, cuidará mais do corpo e da saúde. Enfim, ele terá gosto em curtir esta bela aventura que é a vida.

 

Passo 6. Procure Acompanhar:
Demonstre interesse pela vida social, escolar e afetiva do seu filho. Agora ele não terá vergonha de apresentar seus amigos para os pais. É hora de você saber quem são os amigos do seu filho. Na adolescência é fundamental este acompanhamento. Estes amigos influenciarão muito seu filho, seja ele homossexual ou heterossexual. Serão modelos de conduta. Promova um jantar ou churrasco e peça para seu filho convidar os amigos que ele mais gosta. Peça para ele chamar também o namorado ou alguém que ele paquera. Durante este evento converse com as pessoas. Depois deste congraçamento, sente com seu filho e fale o que você achou das pessoas, sinceramente. Algumas você vai achar legais outras não. Veja qual é a opinião dele. Será que seria demais eu pedir que você, pai e mãe, se auto-convidem pedindo para o seu filho levá-los para um bar ou danceteria gay? É isso mesmo, conheça o local que seu filho frenqüenta. Alguns pais que foram conhecer relataram-me: Nossa, fiquei surpreso, pensei que fosse tão diferente. Encontrei uns jovens tão bonitos e descontraídos. O ambiente era tão saudável. Gostei tanto que vou voltar!

 

Passo 7. Proporcione Suporte:
Proporcionar suporte significa criar condições para que seu filho, principalmente na adolescência ou saíndo dela, possa ter uma vida saudável, desenvolvendo-se plenamente enquanto Ser Humano. Faz-se necessário que você estimule a independência financeira dele, oriente-o para que estude, tenha uma profissão e trabalhe. Do ponto de vista afetivo, tenha sempre o seu ombro amigo para acolher o seu filho ou a sua filha na hora que precisarem.

 






 

24. Será que é melhor reprimir a homossexualidade ou "fazer de conta" que não sei de nada?
Estes são os piores caminhos que você pode trilhar. Prepare-se e fale com seu filho amigavelmente. Pais que tentaram coagir o filho, chantagear, agridir fisicamente, e com um discusso moralista querer torná-lo heterossexual não tiveram sucesso. Eu não conheço nenhum caso e entre meus colegas psicólogos deconheço algum relato de sucesso. Fazer de conta que nada sabe também não é indicado. Procure compreender o ponto de vista dele, investigue sobre o assunto, cheguem a um acordo e estabeleçam você e ele regras civilizadas de convivência. Siga o Modelo dos 7 Passos da questão 23.

 

25. O que realmente significa ser ativo ou passivo nas relações sexuais do gay?
Os que preferem ser ativos gostam de penetrar o seu pênis no ânus dos que preferem ser passivos. Os versáteis são os gays que são ativos em algumas relações e passivos em outras, não têm uma preferência. Por conta da nossa cultura machista, muitos gays supervalorizam sua condição de ativo e gostam de desqualificar os passivos. Alguns gays e pessoas que desconhecem a realidade do gay associam ser passivo com ser feminino, o que não é verdade. Existem muitos gays ativos que são efeminados bem como existem muitos gays passivos masculizados. Além do uso das genitálias para fazer sexo, há muita troca de carinho nas suas relações sexuais. Tanto os gays como as lésbicas são pessoas muito afetuosas nas suas relações.

 

26. É verdade que todo gay é muito promíscuo, transa com muita gente?
Assim com existem muitos heterossexuais promíscuos, existem muitos gays também. Muitos gays não conseguem ter uma relação estável com seu companheiro. O motivo principal é o preconceito social. Isto faz com que o gay tenha uma maior mobilidade nas suas relações, criando maiores oportunidades de encontros e namoros. Isto não significa que todo gay é necessariamente promíscuo.

 

27. Porquê na televisão (programas de humor e novelas) sempre aparece um gay cheio de trejeitos, falando "mole", usando roupas exageradas e fantasiados de mulher? O gay é assim mesmo?
Não. A maioria dos gays não apresenta este padrão de comportamento, mas a sociedade ao longo dos tempos vem apresentando o gay em forma de caricatura de um ser feminino. Para o dicionário Aurélio Caricato significa [Do italiano. caricato, 'carregado (nos defeitos)'.] Adj. 1. Ridículo, burlesco, grotesco, caricaturesco. 2. Teatr. Diz-se do ator cômico que interpreta caricaturas. • S. m. 3. Esse ator. Foi uma forma encontrada pela sociedade de admitir que o homossexual existe, porém ele é apresentado como um palhaço que faz ri, divertido, ingênuo, assexuado e não representando, portanto, perigo para a sociedade. Os meios de comunicação reforçam este esteriótipo amaneirado. Na TV brasileira quem não conhece; Capitão Gay, Pitbicha e Pitoca, Haroldo, Alfredão, Vera Verão, etc. São personagem adoradas pelas crianças, pois são espalhafatosas, com gestos largos, exageradas, divertidas e coloridas. Como os gays não têm outras referências de padrão comportamental fortes na mídia, muitos adotam a caricatura como referência comportamental no seu dia-a-dia, como mecanismo de diminuir a rejeição da sua pessoa na sociedade. Se por um lado são "aceitos" por outro são ridicularizados e não são levados a sério. São motivo de piadas e chacotas.

 

28. O que devo fazer quando alguém atacar ou discriminar meu filho?
Você deve defendê-lo e prepará-lo para que ele se proteja também. Como? Utilize o seu bom senso e converse abertamente com ele sobre esta possibilidade real de ataque. Aliás, ele será motivo de piadas e chacotas, mesmo que não apresente um comportamento caricato ou efeminado. Se ele der alguma dica, mesmo sem querer será atacado. Por exemplo, ele será cobrado com relação às namoradas e dependendo da postura dele, as piadas e insinuações virão. Com muita criatividade e com o nosso jeitinho peculiar de brasileiro, se ele tiver uma boa auto-estima e seu apoio, saberá contornar muito bem a situação e não será humilhado publicamente.

 

29. E se eu mandar meu filho para um psicólogo, será que ele não pode dar um jeito de mudar meu filho para que seja heterossexual?
Se este psicólogo guiar sua prática profissional pela ciência e for uma pessoa ética ele tentará não mudar a orientação do seu filho, mas sim harmonizar seu filho com a orientação sexual dele, minimizando assim os possíveis danos psicológicos existentes.

 

30. Ele será uma pessoa fracassado na vida por ser homossexual?
Se ele estive

Escrito por Equipe do programa Mundo G às 15h29
[] [envie esta mensagem] []



INFORMAÇÕES PARA OS PAIS - Parte IV

36. Meu filho é adolescente e falou-me que é gay. Eu aceitei, pois acho que é uma fase na vida dele. Penso que logo ele irá procurar as garotas. É assim mesmo?
Não, não é assim. Para o Dr. John Money, cientista da Universidade Johns Hopkins - EUA, "a orientação sexual é algo que temos para sempre e é melhor que nos acostumemos com isso". Para ele, é por volta dos 2 anos de idade que a orientação sexual heterossexual ou homossexual é fixada no cérebro. Se seu filho é gay e for pressionado por você, por grupos de amigos heterossexuais ou parentes, ele poderá procurar meninas, namorar e até casar, mas continuará sendo gay. Casado terá uma vida dupla e clandestinamente continuará tendo relações homossexuais. Em alguns casos, os que entram num casamento heterossexual sofrerão bastante e procurarão ser fiéis às esposas. Geralmente apegam-se, por um período, a uma seita ou religião que condenam a homossexualidade. Com o passar do tempo, não aguentando a pressão de não poder manifestar sua orientação sexual, cedem e passam a manter relações homossexuais escondidas. Existe aqui uma particularidade; alguns adolescentes transam com meninos e meninas, por um curto período, mas logo passam a transar só com meninas apresentando um padrão exclusivamente heterossexual para o resto da vida.

37. É verdade que todos os gays procuram "profissões femininas" ?
Não é verdade. Os gays e as lésbicas estão presentes em todas as profissões. Entretanto, o sociólogo Frederick L. Whitam, da Universidade do Arizona - EUA, comparou experiências infantis de 375 homens homossexuais na Guatemala, Brasil, Filipinas, Tailândia, Peru e Estados Unidos. Ele chegou a várias conclusões e uma delas é que: Mesmo em diferentes sociedades, os homossexuais se parecem em relação a certos interesses comportamentais e escolhas ocupacionais. O que acontece é que, muitas vezes, por conta do preconceito alguns gays escolhem profissões junto ao público feminino onde o nível de rejeição à homossexualidade é menor, por exemplo cabeleireiro e maquiador.

38. É verdade que quando a criança mostra uma tendência para ser homossexual, se os pais reprimirem, chamando a atenção ou mesmo batendo na criança, com o tempo esta tendência desaparecerá?
Não é verdade. Esta criança sofrerá muito e desenvolverá algum tipo de distúrbio psicológico ou psiquiátrico. O reflexo virá na adolescência e na idade adulta. Poderá tornar-se violento e cair na marginalidade.

39. O que devo fazer: se pegar ele namorando, escutar uma conversar ao telefone, pegar uma carta de amor, ou alguém falar para mim que ele é homossexual?
Prepare-se e fale no momento adequado com ele. Siga as orientações da questão de número 23 (Modelo dos 7 Passos).

40. Devo falar sobre sexo seguro e Aids com ele?
Faz parte do seu papel, enquanto pai e mãe, proteger seus filhos e orientá-los com relação às questões sexuais, independente dele ser homossexual ou heterossexual. Fale de forma franca e aberta. Se achar que é um assunto que lhe causa desconforto, compre um livro e entregue para ele, ou encaminhe-o para uma palestra ou ainda peça para alguém de sua confiança abordar o assunto.

41. Será que ele vai afastar-se de mim se eu falar sobre sua homossexualidade?
Se você aceitar sua condição de homossexual acolhendo-o, certamente que não.

42. Meu primeiro filho foi muito esperado por nós. Queríamos muito que fosse uma menina. Todo o enxoval foi cor-de-rosa. Para nossa decepção nasceu um menino. Ele hoje é um jovem gay. Será que este nosso desejo influenciou para que ele fosse gay?
Não. A força de seu desejo certamente não influenciou na orientação sexual que é algo muito concreto e forte que toda pessoa traz consigo.

43. Todo gay é efeminado e toda lésbica é masculinizada?
É um mito muito presente nos debates. Posso afirmar qua a maioria dos gays são pessoas másculas e a maioria das lésbicas são bastante femininas. Existe uma parcela de gays efeminados ou caricatos (que imitam as mulheres) como existe uma parcela de lésbicas masculinizadas e caricatas também. A caricatura foi absorvida pela cultura homossexual como uma forma de descontração para aliviar o estresse emocional. É também a forma que alguns gays encontram para serem aceitos socialmente, já que a própria sociedade e a mídia estimulam este tipo de comportamento. Nesta questão existe também a abordagem da orientação sexual e os hormônios que têm influência no grau de masculinização e feminilização das pessoas. Encontramos gays extremamente femininos (não caricatos) bem como gays extremamente masculinos. O mesmo raciocínio aplica-se para as lésbicas. E encontramos também homem heterossexual efeminado e mulher heterossexual masculinizada. Estes dois últimos padrões são raros. De qualquer forma, devemos aprender a conviver com a diversidade de comportamentos, respeitando a maneira de cada pessoa comportar-se. Imaginem como o mundo seria chato se fossem estabelecidos padrões rígidos de comportamentos e todos tivessem que segui-los ao pé da letra.

44. No colégio minha filha sofre muita discriminação dos colegas por ser lésbica. Como devo orientá-la?
Esteja muito próximo dela e acompanhe de perto o seu desenvolvimento escolar. Converse com os professores e a direção da escola. Possivelmente você terá alguns problemas relacionados com a homofobia (rejeição a homossexualidade), que é bem presente também entre os professores. Apoie sua filha e ensine-a a proteger-se diante das situações concretas que aparecerem. Ganhe a confiança da sua filha e sempre converse com ela sobre o assunto. Não existe uma receita, mas existe um fundamento: Aceite-a e nunca abandone sua filha nestas situações.

45. Devo receber a namorada dela em nossa casa?
Sim, deve. Observe quem é esta pessoa que estar saindo com sua filha. Seu parâmetro de avaliação será sempre: retidão de caráter e honestidade. Sinta esta pessoa e veja se é uma boa ou má companhia para sua filha. Converse sobre este assunto com ela.

46. Ouvir falar que a velhice dos gays é muito triste. Eles ficam sozinho e ninguém mais sente interesse por eles?
O homossexual, assim como o heterossexual, pode ter uma vida afetiva e sexual muito ativa na velhice. Vai depender muito da sua saúde física e mental. É verdade que tanto para o homossexual como para o heterossexual a velhice na nossa sociedade é muito difícil. No caso do gay e da lésbica a situação se agrava por conta do preconceito e do afastamento da família que já ocorreu há muitos anos; ou eles mesmos se afastam da convivência familiar, montando uma rede de amigos que substituirá a família genética. Porém, existe um fenômeno interessante entre os gays que é pouco comum entre as lésbicas e os heterossexuais. Eu, enquanto psicólogo, estou estudando esta questão para melhor entendimento. Existe uma parcela considerável de gays que sentem-se atraídos sexualmente por homens bem mais velhos, os chamados coroas, que estão na faixa dos 40 até 80 anos de idade. Não é raro encontrar jovens gays de 20, 25 ou 32 anos namorando apaixonadamente os coroas. Em São Paulo, na capital, existem bares e boites que possuem um público predominantemente de coroas, onde os casais gays encontram-se para um bom papo regado a chope. A vida dos gays que entram na chamada terceira idade pode ser bem animada.

47. É verdade que o garoto que é criado sem a presença do pai poderá ser gay?
Não é verdade. Não existe relação entre homossexualidade x ausência do pai. Pelo menos é o que indicam as pesquisas. Claro que o menino precisa na primeira infância de uma figura masculina para modelo. Não tendo o pai, ele naturalmente se identificará com alguém do seu convívio; poderá ser o tio, o vizinho, o avô, o porteiro do prédio, etc.



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 15h28
[] [envie esta mensagem] []



INFORMAÇÕES PARA OS PAIS - Parte V

48. O professor de meu filho de 12 anos é gay assumido. Será que ele não pode influenciar o meu filho e ele pode tornar-se gay?
Precisamos entender que as pessoas são gays, não se tornam gays. Se o seu filho tiver a orientação homossexual, mesmo que ainda não explicitada, este professor poderá despertar esta orientação no seu filho, mesmo sem contato físico nenhum com ele. Seu filho pode apaixonar-se pelo professor, o que é comum nesta fase. Mas, se seu filho for heterossexual, portanto gostar de mulher, não existe qualquer possibilidade deste professor gay ter a capacidade de mudar a orientação sexual dele.

49. Do ponto de vista da ciência, o que já se sabe hoje sobre orientação sexual?
Alguns gays, lésbicas e grupos homossexuais organizados apresentam uma certa barreira com relações as questões científicas referentes à homossexualidade, argumentando que estas descobertas podem ser usadas para manipulações de todo tipo contra os homossexuais. Em particular os estudos da biologia e da genética são vistos com reservas por eles. Preferam conclusões mais subjetivas, humanitárias e filosóficas sobre a homossexualidade. É uma posição que deve ser respeitada. Eu, enquanto psicólogo, acredito no pensamento científico e acho que ele pode ser utilizado em benefício do homossexual. Penso que a ciência é um instrumento fundamental para guiar minha atividade profissional. Como estaria hoje a humanidade se não fossem as descobertas científicas? A humanidade já avançou muito na medicina, na informática, na engenharia, etc., melhorando nossa qualidade de vida. Do ponto de vista científico, sabe-se muito pouco ainda sobre a homossexualidade. Um dos motivos é a falta de verba e pesquisa nesta área. E o motivo é simples, o preconceito que existe no próprio meio científico contra o homossexual. As poucas pesquisas realizadas ou que estão em andamento são feitas, na maioria, por cientistas gays. É o caso do renomado cientista Dr. Simon LeVay do Institudo Salk-EUA. Algumas questões já foram evidenciadas e muitas estão sem uma conclusão definitiva ainda. Abaixo relaciono o que já se sabe hoje sobre orientação sexual homossexual. Estas questões foram elencadas por Chandler Burr no livro de sua autoria chamado Criação em Separado - Como a Biologia nos faz Homo ou Hetero.

1. Os biólogos se referem à característica como um dimorfismo estável, expresso através do comportamento. Dimorfismo significa o aparecimento de 2 formas diferentes de uma determinada característica, dentro de um mesmo grupo. Por exemplo, a orientação sexual pode ser heterossexual ou homossexual entre os Seres Humanos. Este fenômeno é um dimorfismo. Ele é estável, ou seja, fixo e permanente ao longo das gerações.

2. Esta característica fixa existe sob forma de duas orientações básicas internas (heterossexual e homossexual), que são invisíveis. Estima-se que mais de 90% da população tem a orientação majoritária (heterossexual) e menos de 10% (um estudo confiável faz o cálculo de 7,89%) tem a orientação minoritária (homossexual), embora ainda haja debates a respeito do percentual exato, não existindo um consenso.

3. Apenas um número reduzido de pessoas (não se sabe quanto) é, de fato, orientado igualmente das duas maneiras (bissexuais).

4. Estudos da história da arte sugerem que a incidência das duas diferentes orientações (heterossexual e homossexual) tem sido constante há cinco milênios.

5. A orientação sexual de uma pessoa não pode ser identificada apenas por meio de uma rápida olhada. As pessoas que têm a orientação homossexual são tão diversas em aparência, raça, religião, e em todas as outras características das que têm a orientação sexual heterossexual.

6. Como a característica é interna e invisível, a única maneira de identificar a orientação sexual de uma pessoa é observar o comportamento dela ou os reflexos que o expressam.

7. Em si mesmo, a característica não é um comportamento. A característica é a orientação sexual neurológica expressa, em certos momentos, através das atitudes das pessoas. Um homossexual pode assumir, quase sempre, um comportamento heterossexual, devido à repressão social. Mas, neurologicamente a característica da sua orientação sexual e homossexual. Esta orientação, depois de fixada neurologicamente, não irá mudar.

8. Nenhuma orientação sexual é doença física ou mental. Nenhuma delas é patológica.

9. Nenhuma orientação sexual é escolhida pelo indivíduo. Ela é fixada independente da sua vontade.

10. Sinais da orientação sexual são detectados na mais tenra infância. Alguns pesquisadores apontam que tanto a orientação sexual heterossexual como a homossexual são fixadas entre 2 ou 3 anos de idade. Há divergências. Outros cientistas defendem a idéia que ela é definida da seguinte forma: uns acham que antes do nascimento, outros acham que aos 2 anos de idade e uma terceira opinião de que é além dos 2 anos, mais tardiamente. Entretanto todos concordam que ocorre até o final da infância.

11. Estudos sobre adoção mostram que a orientação de uma criança adotada não tem relação com a dos pais adotivos, demonstrando que o carácter (características individualizadas de uma pessoa) não é enraizado pelo ambiente.

12. Estudo com gêmeos idênticos (que possuem genes idênticos) apresentam uma possibilidade acima da média de se compartilhar a mesma orientação sexual, comparados com pares de indivíduos selecionados aleatoriamente. Nos gêmeos idênticos a probabilidade de compartilharem a orientação homossexual, por exemplo, é acima de 12% (média mínima) e superior a 50% (média elevada). Enquanto, nos pares aleatórios de indivíduos a média está pouco abaixo de 8%.

13. A incidência da orientação homossexual é espantosamente maior na população masculina; cerca de 27% mais elevada do que na feminina.

14. Pesquisas científicas indicam que a orientação homossexual tem origem nas famílias, é passada de pais para filho num padrão indefinido, mas geneticamente característico.

15. Este padrão resulta do chamado "efeito maternal". A orientação homossexual, como foi expressa nos homens pesquisados pelo Dr. Hamer, parece ser passada pela mãe. Este "efeito maternal" foi descoberto por este cientista geneticista molecular o Dr. Dean Hamer.

Quero deixar claro que os 15 pontos colocados acima são evidências. Não há conclusões ainda. As pesquisas são muito embrionárias.

50. Pai e mãe, vocês permitem que eu deixe uma mensagem, enquanto psicólogo e estudioso do assunto?
Bem, não preocupem-se em demasia na busca da origem da homossexualidade e por que aconteceu com seu filho? Deixem esta tarefa para os cientistas e os estudiosos do assunto. Como escreveu um gay considerado um dos maiores gênios da humanidade chamado Leonardo da Vinci: Nada pode ser encontrado na natureza que não seja parte da ciência. Os cientistas cuidarão disto. Qual a parte que cabe a vocês, pai e mãe?

Primeiro
façam um esforço tremendo para despir-se de todos os preconceitos e dogmas que carregam dentro de seus corações e mentes. Relaxem, não levem a "coisa" com muita seriedade e de forma "pesada", tenham senso de humor!

Segundo
simplesmente AMEM seu filho gay e sua filha lésbica, pois eles são um prolongamento de vocês. Se vocês negam seus próprios filhos, não aceitando-os por inteiro, vocês estão negando a si próprios enquanto Seres Humanos.

Obrigado pela leitura deste guia e desejo momentos de muitas emoções e felicidades entre vocês e seu filho gay ou sua filha lésbica. Alguma dúvida, depoimento ou sugestão escreva neste meu e-mail pedrosa@syntony.com.br que terei a maior satisfarção em responder.

 

PARA PESQUISA NA INTERNET ACESSE OS SITES ABAIXO:

-Dr. John Money
http://www.allaboutsex.org/johnmoney.html

e http://www.gaylib.com/text/rept17.htm

-Dr. Dean Hamer
http://rex.nci.nih.gov/RESEARCH/basic/biochem/hamer.html

e http://www.drury.edu/multinl/story.cfm?ID=5398&NLID=224

-Dr. Frederick L. Whitam
http://www.asu.edu/clas/sociology/faculty/whitam.html


-Reporter Chandler Burr
http://members.aol.com/gaygene


-Dra. Angela Pattatuci
http://www.csr.nih.gov/archives/pattatucci.htm


-Psicº. João Batista Pedrosa
http:/www.syntony.com.br/pedrosa


-Associação Americana de Psiquiatria
http://www.psych.org

-Associação Americana de Psicologia
http://www.apa.org

-Conselho Federal de Medicina do Brasil
http://www.portalmedico.org.br

-Conselho Federal de Psicologia do Brasil
http://www.pol.org.br

-Lonardo da Vinci
http://www.mos.org/leonardo



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 15h27
[] [envie esta mensagem] []



ÚLTIMO PROGRAMA - 05/09/2007

O PRECONCEITO AINDA ESTÁ FORTE CONFIRA ESSES ARTIGOS!

 

Síndico ganha R$8 mil por ser chamado de 'viado' por vizinha

 

Depois de Richarlyson querer uma indenização no valor de R$300 mil, a 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro garantiu o pagamento de R$ 8 mil ao professor Sérgio Casaes, 58 anos, síndico do Edifício Master, a título reparatório por ter sido xingado de "viado" e "filho da puta" por uma vizinha.

A decisão saiu em 14/8 e ainda cabe recurso. Segundo o jornal O Dia, "o síndico conseguiu indenização de R$ 600, mas não se satisfez com o valor. Recorreu e a indenização subiu para R$ 8 mil".

Ao perder a primeira ação, a moradora, que é advogada, também recorreu e, para justificar que estava certa, resolveu apelar, pedindo exame de perícia no síndico - que foi negado - a fim de provar que o síndico era gay. "O fato de o autor ser ou não homossexual não é o que está sendo discutido", escreveu a juíza Patrícia de Carvalho na sentença.

O síndico nega ser homossexual e já havia registrado brigas na 13ª DP de Copacabana. Ele disse que está satisfeito: "Uma decisão como essa nos faz crer na Justiça".

 

Comediante pede desculpas por piada homofóbica

 

O comediante estadunidense Jerry Lewis, 81 anos, pediu desculpas nesta terça (5) aos gays por conta de uma piada feita durante sua tradicional maratona beneficente (tipo Criança Esperança), transmitida ao vivo pela TV.

Na última segunda-feira, Jerry contou uma piada de pronunciado tom jocoso em que usava a palavra "faggot", termo ofensivo aos homossexuais, equivalente à "viado" aqui no Brasil. Ele estava brincando no palco, fazendo de conta que apresentava os integrantes da família de uma pessoa.

"Oh, sua família veio lhe visitar. Você se lembra de Bart, seu filho mais velho, de Jesse, a bicha iletrada...", disse Lewis, e logo depois se deu conta do que dissera e interrompeu a frase no meio, afastando-se da câmera.

A Ong GLAAD (Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação, na sigla em inglês) protestou e exigiu desculpas por parte de Jerry. Neil Giuliano, presidente da entidade, declarou que a fala de Jerry foi simplesmente "inadmissível" e "alimenta um clima de ódio e intolerância" que pode incitar a violência contra os gays.

O humorista disse ainda não ter "preconceitos", porém assumiu a responsabilidade e afirmou que "não há justificativas" para o que foi dito.

Esta não é primeira vez que Jerry expõe sua visão conservadora do mundo. Em 2000, em um festival cômico, ele foi perguntado sobre quem seriam suas humoristas mulheres favoritas.

"Não gosto de nenhuma humorista mulher," ele respondeu, dizendo que ver uma mulher fazer comédia "me causa um certo mal-estar. Penso na mulher como máquina produtora que põe bebês no mundo".

 

MAS COMO NEM TUDO ESTÁ PERDIDO VEJA QUE INTERESSANTE:

 

Escritor lança história de super-herói gay para adolescentes

Foi lançado semana passada, nos Estados Unidos, o livro Hero, do escritor estadunidense Perry Moore. O trabalho narra a história de um herói adolescente que, além de super-poderes, tem que lidar com as descobertas de sua sexualidade.

Segundo o autor, sua missão é representar, de forma positiva, heróis homossexuais para jovens que "também estão se descobrindo". Em entrevista recente ao jornal The New York Times, Moore reclamou da abordagem do tema nos quadrinhos, sobretudo no caso do Estrela Polar, herói assumido da Marvel Comics.

Integrante da Tropa Alfa, Estrela revelou sua homossexualidade na década de 1990, em histórias não publicadas no Brasil, e foi morte durante um episódio com Wolverine. Para o escritor, a despeito da volta do herói mais tarde, o fato de uma dos personagens mais populares da editora matar seu herói gay mais proeminente tinha uma mensagem negativa.

O escritor lançou uma campanha contra a edição, indo à lojas e colando adesivos nas capas e páginas internas da revista, com os dizeres "Não pode haver um super-herói gay?", "Homofobia?" e "Questione-se: isso são direitos iguais?".

Além disso, lançou o website "Quem se importa com super-heróis gays?", no qual relata as experiências de mais de 60 personagens homossexuais dos quadrinhos.

Mark Millar, roteirista da edição em que Estrela Polar é morto, rebateu as acusações de homofobia e, em seu site, afirmou que "ele não morreu por ser gay, morreu porque foi manipulado pelo Tentáculo".

Brincando, Mark ainda disse: "Acabei de ouvir dizer que alguns dos mortos no Titanic eram gays e lésbicas também.  Vá tomar no cu, seu iceberg homofóbico".

 

Festival de cinema gay de Lisboa solta programação. Filme brasileiro é destaque

 

Passando a ser chamado de Queer Lisboa, de 14 a 22/09, acontece na capital lusitana o 11º Festival Gay e Lésbico de Lisboa. A nova nomenclatura segundo João Ferreira, diretor da mostra é "mais abrangente e mais fiel em relação àquilo que é a programação do festival". Ele está certo. Uma das sessões intituladas "Queer Pop" exibirá clipes de bandas e artistas como Madonna, Franz Ferdinand, Scissor Sisters, Prodigy, George Michael, Sigur Rós, entre outros.

Moderno, o festival conta com um blog
onde a produção posta informações sobre os títulos na competição. A programação foi divulgada nesta terça-feira 04/09, entre os destaques está o filme brasileiro "A Casa de Alice", do diretor Chico Teixeira, será exibido na sessão de abertura. O filme de encerramento será "The Picture of Dorian Gray", de Duncan Roy.

Entre os filmes exibidos estarão "The Bubble
" o mais recente longa de Eytan Fox e "Glue", do argentino Alexis dos Santos. O curta brasileiro "Alguma Coisa Assim", rodado na The Week e no Vegas, dirigido por Esmir Filho (do curta Tapa na Pantera).

Será apresentada também uma retrospectiva da cinematografia gay portuguesa dos anos 70, com a mostra de quatro filmes realizados entre 1975 e 1978 por Óscar Alves que chegaram a ser exibidos em circuitos bastante restritos.

No total serão 88 filmes a serem exibidos no cinema São Jorge, onde estarão presentes alguns realizadores de filmes programados. Para mais informações você pode acessar o site do festival clicando aqui
.



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 16h18
[] [envie esta mensagem] []



ÚLTIMO PROGRAMA - 29/08/2007 POLÊMICA!!!

Sangue rejeitado por preconceito! Acompanhe o depoimento de um ouvinte:

 

"Gostaria deixar um depoimento aqui. Eu e uma amiga minha fomos doar sangue em um hemocentro de Brasília. Preenchi um questionário, mas tinha uma pergunta “se você tem relação com pessoa do mesmo sexo ou já teve?” e respondi que sim. Fiz uns enxames de anemia e verificaram meu peso. Tudo estava ok na primeira etapa, mas quando houve uma entrevista com uma médica foi nada bom. Quando ela leu o questionário e viu que eu coloquei ‘sim’ na pergunta, ela mudou de humor, fechou a cara e perguntou quantos parceiros que eu já tive. Depois ela disse que eu não podia doar sangue. Fiquei triste, me senti sujo e foi muito chato o que essa medica fez. Ela nem perguntou se eu usava camisinha ou não. Sinto que isso foi puro preconceito. Ela não quis saber de nada e me mandou ir embora. Me ajudem, quero mostrar para essa pessoa que se “diz que é profissional da saúde” que homossexualidade não é doença. Somos tão saudáveis como heterossexuais. Quero denunciar e não sei por onde eu começo preciso de ajuda para divulgar esse preconceito que ocorre no hemocentro".

 

- E-mail enviado por Leonardo* ouvinte do programa

*Nome alterado para preservar o autor do relato

 

Leonardo, nossa equipe também se indignou com o seu caso e como apresentador Gabriel Marciano relatou uma situação muito parecida à sua fomos procurar o presidente da ong Estruturação Welton Trindade para discutir seu e-mail, veja o que ele diz:

 

"Sobre o preconceito sofrido por você no hemocentro, infelizmente, essa é a visão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): homossexuais têm risco acrescido para HIV. Já não se fala de grupo de risco nem de comportamento de risco. E até a mais nova acepção, situação de risco, é deixada de lado. E risco acrescido vem tanto da multiplicidade de parceiros que é comum entre homossexuais quanto do fato de ser o sexo anal o mais arriscado quando o assunto é infecção pelo HIV. São de risco acrescido: pessoas que fizeram tatuagem, que usam drogas injetáveis, travestis e profissionais do sexo. No mais saiba que, na média, homossexuais e bissexuais têm mais aids proporcionalmente do que os heterossexuais, cerca de 11 vezes a mais. Limitando a doação de sangue por homos e bi masculinos (lésbicas e bi femininas podem doar), o governo quer diminuir a probabilidade de haver sangue infectado.

 

Essa é a fundamentação científica, mas nós questionamos essa forma sim, de preconceito. Preconceito é generalizante. Uma pessoa pode ser gay sim e ter um soh parceiro e ainda usar camisinha com ele, por exemplo, como parece ser seu caso. Mas o preconceito da Anvisa não deixa eles enxergarem isso. De novo, queremos ser tratados de forma igual: se um hétero que transa muito e sem camisinha é rejeitado na triagem, que assim seja tb para nós. Mas se um hetero tem uma relação estável e não faz sexo fora dela ele pode doar… Se ele for homo ou bi? Aí, o preconceito da Anvisa diz não.

 

Há muito temos lutado contra essa visão, mas as vitórias ainda são pequenas. O que conseguimos foi a permissão para que homossexuais que não fizeram sexo nos 12 meses anteriores à doação façam esse procedimento. Talvez tivesse esse período na ficha que você preencheu. De resto, o preconceito continua: de um hétero não se pede esse tempo sem sexo.

 

Ainda lutamos para que esse preconceito acabe, mas a resistência encontrada do outro lado é grande. Mas continuaremos alerta. Entendemos seu sentimento de baixo auto-estima, humilhação e revolta. Estamos lutando para que isso naõ mais ocorra. Depende de nossa força para sempre denunciar isso para que episódios assim sejam passado. Seria ótimo te ter junto a nós para trabalharmos neste sentido. O Estruturação é aberto. Integre-se, veja nossas lutas outras e daí você pode nos ajudar a empunhar ainda mais essa bandeira.

 

Obrigado,"



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 15h55
[] [envie esta mensagem] []



!!!!IMPORTANTE!!!!

LEI ESTADUAL QUE PROTEGE O HOMOSSEXUAL

 

Itamar Franco,ainda governador sanciononu a lei antidiscriminatória em MG, em 17/1/02. Já está em vigor em todo o Estado de Minas Gerais a lei de autoria do deputado João Bastista de Oliveira que estabelece multa de até R$ 50 mil para a discriminação com base na orientação sexual.

 

Entre outras coisas, a lei assegura aos cidadãos homossexuais o direito de trocar afeto em público com seus parceiros. Como pouca gente tem conhecimento da existência dessa lei, os ativistas gays estão sugerindo que se tenha sempre uma cópia em mãos, inclusive para mostrá-la ao policial militar que deverá fazer o B.O. (Boletim de Ocorrência) em caso de discriminação.

 

Nesses casos, o cidadão pode procurar um grupo de apoio, com uma cópia do B.O., que vai ajudá-lo na execução de seus direitos. Saiba mais sobre essa e outras leis acessando o link abaixo:

 

http://www.cellosmg.org/leis.html

 

 

 

 



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 15h31
[] [envie esta mensagem] []



QUE TAL UM POUCO DE HUMOR INTELIGENTE?

Ria, se voce entender!! Mas atenção: a explicação do verbete está no dito entre colchetes. Entre colchetes por estar sempre subentendido pelo “entre as aspas”. Ela pode vir em primeira pessoa ou primeira pessoa, quando é o caso de mencionar o que estão pensando ao dizer quando falam sem pensar. Em terceira pessoa, bem, é um resvalar súbito para os olhos dessa cultura de que se sentem desgarrados, mas a qual gostariam de agradar

 

 

"macho quer macho” [ah... essa onipresença do macho ou da “atitude de macho”. Os machos héteros morreriam de rir dessa contrafação caricata de sua imagem]

 

 

 “não sou nem curto afeminados” [os olhares do hétero estão mesmo por toda a parte, e pelas ruas me chamam “mona” a quadras de distância];

 

“não a gordos e afeminados” [espelho, espelho meu... ah, se o tivessem...];

 

“fora do meio” [de qual meio estão fora? Do meio das pernas? Se estão “fora do meio” talvez seja porque não queiram perder tempo com outros meios];

 

“não gosto de barbies” [morro de inveja de ter aquele corpão, mas não tenho saco de fazer academia...];

 

“só pensam em músculos e bíceps” [não tenho músculos para desenvolver, mas a inveja, eu a tenho bastante, e muito bem nutrida];

 

“não preciso pagar para entrar em nenhuma boate” [na verdade, na verdade... de tão manjada em todas elas, já nem mais agüentam olhar pra minha cara, e ademais dar pinta em boate não tem preço, não é mesmo?];

 

 

“venho aqui [boite] só pra dançar” [sim... realmente os meus braços se agitam feito ventilador de teto, e minhas pernas feito gravetos ao vento. Mas os que não param mesmo — e acho que consigo disfarçar — são meus olhos, tão perquiridores quantos os de Pola Negri, mais sedentos que os de Teda Bara];

 

 

“não dou” [não dou pouco, e só deitar vou logo virando, se é que preciso deitar];

 

situação financeira estável [sou uma bicha equeseira e vivo dando o truque. Tudo, mas tu-do! Tudo por uma aparência de normalidade];

 

“não gosto de me expor” [quando na verdade a bicha está — ou se sente — queimadésima sem precisar andar ou abrir a boca, e nem imagina o quanto é pintosa — os héteros, sejam homens ou mulheres, não são tão tapados quanto se imagina!];

 

Falo cinco línguas e tenho MBA e pós em não sei o que lá, Paris em todas as estações do ano... [arranho o inglês, as palavras e frases do vernáculo saem prontas de minha boca, não sei ao certo o que significam, e enfim, e isto é o mais importante: nada substitui a beleza]



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 15h21
[] [envie esta mensagem] []



PRIMEIRO PROGRAMA - Alguns dos assuntos discutidos

Jogador Richarlyson disse que não é gay 

Domingo marcado por desabafo "Eu não sou gay", disse jogador
Incomodado com boatos, meia do São Paulo diz que gostaria de falar só sobre seu trabalho

 

O meia Richarlyson resolveu dar fim à polêmica sobre sua sexualidade. No domingo 19 de agosto, o jogador do São Paulo concedeu uma entrevista ao repórter Valmir Salaro no programa "Fantástico", da TV Globo, garantiu que não é gay e mostrou-se incomodado com as especulações como mostra o video:

*Matéria exibida no Fantástico - TV Globo Ltda.


Para o advogado do atleta, Renato Prada, Richarlyson começou a ser chamado de gay por ter dançado funk ao comemorar um gol contra o Palmeiras. A polêmica sobre a sexualidade de Richarlyson aumentou depois que o dirigente do time alviverde, José Cyrillo Junior, afirmou em um programa de televisão que o atleta seria gay.

Para piorar, o juiz Maximiano Junqueira Filho, da 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, arquivou a queixa-crime apresentada pelo jogador contra o diretor palmeirense alegando que o futebol é "jogo viril, varonil, não homessexual". Richarlyson disse ao "Fantástico" que ficou indignado com a decisão.

"É difícil encarar essa questão. Foi um desrespeito ao Brasil, pois ele fala até sobre negros (NR: o juiz diz que os times teriam que criar sistemas de cotas para ter homossexuais nos times)".

 

*******************

 

Lula fez piada dizendo que Pelotas exporta gays e como pegou mal, foi na justiça para impedir a mídia de noticiar o episódio.

 

A cidade é exportadora de veados, disse Lula em um momento de descontração - uma bobagem inofensiva dita pelo ex-operário que hoje é líder do sedizente Partido dos Trabalhadores, a respeito de Pelotas.

Escândalo nacional: Lula chamou os pelotenses de homossexuais. O escândalo tomou tais proporções que o próprio Lula, renunciando a sua espontaneidade de operário, sentiu-se na obrigação de pedir desculpas, assumindo o dogma do Politicamente Correto, tão caro aos intelectuais que o monitoram.

A emenda foi pior que o soneto: ao considerar que ofendia os pelotenses ao chamá-los de homossexuais, deixou claro que vê a homossexualidade como algo infamante. 


Em sintonia com as práticas dos homens que admira, Lula requereu agora à Justiça Eleitoral a concessão de medida liminar para determinar aos demandados que abstenham (sic!) de tornar a veicular em sua propaganda, a imagem e as manifestações do requerente, isto é, suas próprias palavras sobre a exportação de veados, como também liminarmente sustar de imediato, na emissora geradora do programa eleitoral de televisão, a veiculação das mesmas.

Exigiu ainda notificar outros órgãos de comunicação, como o Jornal Diário Popular de Pelotas, Sistema RBS de Comunicação, Empresa Jornalística Caldas Júnior; Rede Globo de Televisão, para que também se abstenham de fazer qualquer notícia, comentário ou referência a (resic!) referida imagem.

Em respeito ao analfabetismo do representado, seu advogado não poupa o vernáculo. Lula exige não só a censura do que disse, como também da empresa em que assina coluna. Digo assina, pois ninguém em sã consciência acredita que Lula seja capaz de escrevê-la.

Se como candidato o ex-operário já exige a censura do próprio discurso, pode-se imaginar o que censuraria se presidente fosse. A Justiça Eleitoral proíbe a divulgação da frase, dizem os jornais. Mas omitem quem exigiu judicialmente a proibição.

Isto sim, é grave, e não uma piada boba. Os jornalistas contaminados pelo Politicamente Correto, que se escandalizam com a piada boba, mantiveram sobre o fato grave um silêncio obsequioso.

 



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 14h53
[] [envie esta mensagem] []



Carta de princípios do Movimento pela Democratização da Moradia Estudantil

Democratização da Moradia Estudantil

(...) Defendemos um modelo de Universidade pública, gratuita, de qualidade e para todos. Nesse sentido, a assistência estudantil é um direito de todos os estudantes e um dever do Governo Federal e da Universidade. (...) Na Universidade Federal de Ouro Preto a precariedade da assistência estudantil é um dos graves problemas que estudantes enfrentam. Alguns preconceitos são também reproduzidos através deste sistema. A homofobia é gritante, os homossexuais não têm, de antemão, qualquer possibilidade de acesso às Repúblicas, sendo ainda ridicularizados. E os trotes como “amantegado” e a obrigação de vestir-se de mulher evidenciam tal discriminação. O machismo é enaltecido pelas repúblicas masculinas. Existe a cobrança por parte dos moradores sobre o desempenho sexual do calouro, como por exemplo o número de mulheres com que ele mantêm relações e a organização de festas nas quais os “bixos” que beijarem as mulheres eleitas mais feias são promovidos com uma semana sem “vento”. A questão da moradia na UFOP tem, portanto, dois problemas principais: um, de caráter nacional, qual seja, o sucateamento da Universidade Pública, o corte das verbas para educação e consequentemente para a assistência estudantil; outro de caráter local, que é a utilização de critérios arbitrários na admissão e permanência dos estudantes nas Repúblicas Federais. Por isso somos CONTRA OS TROTES, A HOMOFOBIA, O MACHISMO e a COBRANÇA DE QUALQUER QUANTIA FINANCEIRA que vincule a permanência do estudante no espaço que é de todos. Por isso, o Movimento pela Democratização da Moradia Estudantil, uma iniciativa dos próprios estudantes, defende a utilização deste espaço de forma racional e justa. PELO ACESSO ÀS REPÚBLICAS FEDERAIS ATRAVÉS DO CRITÉRIO SÓCIO-ECONÔMICO.

 

Fonte:

Movimento pela Democratização da Moradia Estudantil

mdmeufop@yahoo.com.br

 



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 14h21
[] [envie esta mensagem] []



MUNDO G marca presença na festa brega promovida pela rádio Província FM.

MUNDO G marca presença no 4º Barangodance 

O sucesso do evento se deu principalmente aos djs que tocaram músicas dos anos 60, 70, 80, 90 e algumas atuais que agitaram a galera no clube 15 de Novembro, no bairro Antônio Dias em Ouro Preto/MG. Mas um dos destaques da festa foram os produtores e apresentadores do programa MUNDO G. Mais uma vez isso mostra que a sociedade Ouropretana está evoluindo e muito mais vem por aí, aguardem a festa oficial de lançamento do programa prevista ainda para este mês!



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 13h41
[] [envie esta mensagem] []



Seja muito bem vindo ao blog do programa MUNDO G!

Programa Mundo GPrograma Mundo GPrograma Mundo GPrograma Mundo GPrograma Mundo GPrograma Mundo G

Olá!

Antes conheça um pouco o projeto nesta matéria que nossa equipe preparou para a imprensa:

 

FM DA PROVÍNCIA LANÇA PROGRAMA GLS

 

MUNDO G – Esse é o nome do programa. Vendo que a comunidade GLS está crescendo na região dos inconfidentes, trata-se de um projeto antigo da rádio Província FM de Ouro Preto que tem como objetivo principal promover a comunidade e a inclusão social, sem distinção de raça, cor, sexo nem mesmo orientação sexual. O programa foi ao ar pela primeira vez na noite de 22 de agosto e teve uma boa aceitação do público, como muitas ligações e participações ao vivo. Segundo os produtores e apresentadores do programa Gabriel Marciano e Jamil Gabriel, “é uma tarefa bem ousada e pioneira o que a rádio Província nos propôs, mas é necessária pois todos têm que entender que ter preconceito é ser ignorante. A humanidade evolui mais a cada minuto e cada vez mais pessoas estão se assumindo. Um dia vamos ter de nos acostumar com isso! E por que não agora? Todos têm  o direito de viver em harmonia sem que tenham de se esconder, afinal, gays, lésbicas, bissexuais e transexuais também trabalham, pagam impostos e votam. MUNDO G é fruto de um trabalho de estudos e pesquisas, mas que além de informação tem musica, entreterimento e humor inteligente. Vamos promover até encontros, dizem os apresentadores – queremos quebrar essa imagem que a sociedade tem do gay e mostrar o verdadeiro lado da história”. Eles ainda afirmam que o objetivo principal do programa não é satirizar o gay como fazem muitos meios de comunicação: “o MUNDO G tem como intenção principal mostrar para a sociedade que ser gay não é doença e muito menos uma opção.Gay não é só aquele indivíduo espalhafatoso que a sociedade costuma ver nas ruas”. O programa MUNDO G vai ao ar todas as quartas, às 9 da noite na rádio Província FM 98,7MHz. É possível ouvir a grade também pela internet, através do site www.provinciafm.com.br.

 

LINKS:

Orkut: Programa Mundo G (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=38378746)

          

Orkut: Rádio Provincia FM (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=7383736)

 

Programa Mundo GVISITE NOSSO FOTOLOGPrograma Mundo G

 www.programamundog.nafoto.net



Escrito por Equipe do programa Mundo G às 17h15
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]